8 maravilhosas cidades "perdidas" no tempo


Listamos 8 maravilhosas cidades que hoje são ruínas, mas ainda assim preservam a beleza que um dia as fizeram belas e icônicas. Todas trazem consigo um pedaço da história. Algumas ainda carregam algo mais: são místicas.

Prepara-se para viajar no tempo com a gente.

Vamos decolar? Então tá...

Mosteiro Katholikon — Grécia

Monastério Katholikon, Grécia

O mosteiro Katholikon, que quer dizer igreja monástica em grego antigo. Mas, o nome não tem ligação com a igreja católica, ok? O início da jornada para chegar até lá, é pela trilha que parte de um outro mosteiro chamado Gouvernetos. Dizem as lendas, que foi fundado no século V ou VI por São João Eremita. O acesso ao mosteiro em si é por meio de uma escadaria que foi esculpida em pedra e tem cerca de 380 degraus. Mas não foi só a escadaria que foi feita diretamente na pedra, a Igreja do Mosteiro também foi. O local ainda conta com uma galeria de cavernas, que eram usadas para cultos pelos monges, na época de auge do mosteiro. Hoje, os monges estão abrigados no mosteiro de Gouvernetos, pois durante o século XVII eles tiveram que sair de Katholikon devido aos vários ataques de piratas. Acredita?

Luxor — Egito

Luxor, Egito

Luxor já foi conhecida como Tebas, no Egito antigo. É conhecida como "o maior museu a céu aberto" do mundo. Na verdade, o nome Luxor é devido ao templo que tem sido mantido intacto, rodeado pela relativa modernidade da região. Outro templo que encontra-se na mesma região e está intacto também é conhecido por Karnak.
A região é mitologia misturada com história e abriga diversas construções arquitetônicas do antigo império egípcio. No entanto, a antiga capital do Império Novo era a cidade de Tebas, localizada a cerca de 700km ao sul da capital atual, Cairo.
Interessante ressaltar que a região de Luxor é divida pelo rio Nilo. Às margens orientais, encontram-se os vivos, ou seja, onde a maioria dos templos que foram erguidos para consagrar as divindades egípcias. Já às margens ocidentais, estão as necrópoles do Egito, área reservada às construções para abrigar os mortos, ou seja, os túmulos. A mais conhecida de todas é a região de Gizé, onde estão as três pirâmides: Miquerinos, Quéfren e a maior e mais famosa de todas, Quéops. Nesta última está o túmulo do icônico imperador do Egito Antigo, Tutancâmon.
O Templo de Luxor, foi iniciado na época de Amenófis III e só foi acabado no período muçulmano. É o único monumento do mundo que contém em si mesmo, documentos das épocas faraônica, greco-romana, cópta e islâmica.
História pura!

Éfeso — Turquia

Éfeso, Turquia

Já foi a segunda maior cidade do Império Romano, ficando atrás apenas de Roma, e foi também uma das doze cidades da Liga Jônia (ou Jônica), confederação de cidades que foram unidas durante o período da Guerra Meliana. Por isso, atualmente é um dos sítios arqueológicos mais visitados no planeta e é considerado pela UNESCO, como patrimônio histórico da humanidade.
Na foto está a Biblioteca de Celso, uma das construções que faziam companhia ao Templo de Ártemis. Este templo transformou a cidade e a tornou a segunda maior cidade do mundo, na época do imperador Constantino. Constantino reergueu a cidade, depois de tantas guerras, mas um terremoto acabou destruindo boa parte das construções da época.
Éfeso foi uma das Sete Igrejas da Ásia citadas no livro bíblico do Apocalipse. Dizem que o Evangelho de João também pode ter sido escrito na cidade, onde também se encontra um grande cemitério de gladiadores. A cidade também foi sede do maior teatro a céu aberto da humanidade, o Teatro de Éfeso, que comportava cerca de 25 mil pessoas. Enorme!

Tróia — Turquia

Tróia, Turquia

Já ouviu falar de Páris? Não. Não é a cidade francesa. Ele "roubou" Helena (na época era considerada a mulher mais bonita do universo), esposa de Menelau (irmão de Agamenon - Rei de Micenas), o que deu início à uma das mais famosas guerras: Guerra de Tróia. Tão famosa que foi escrita em poemas, por Homero, em Ilíada.
Muita história? Mas, é isso mesmo. Este lugar é mitologia pura também e isso está presente em todo o local. Não dá para separar.
Muitos acham que a região ainda pertence à Grécia, porém está localizada ao sudoeste do Monte Ida e perto do Estreito de Dardanelos, na Turquia.
Hoje são apenas ruínas, entretanto os arredores são compostos por trilhas e antigas estradas que foram caminho de vários mensageiros. Eles transitavam levando mensagens entre a Grécia (Esparta) e Tróia. Tudo a pé!
Além de tudo isso, com tantas histórias, ainda existe a vista que é maravilhosa.
A região também foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO, em 1988.

Petra — Jordânia

Petra, Jordânia

Se você é fã das sagas e aventuras de Indiana Jones, tem obrigação de conhecer essa fachada. Não é? Tá. Não gosta de Indiana de Jones? Não tem problema. A construção é digna de observação por si só.
Afinal, foi esculpida em pedra, daí seu nome. O lugar é considerado uma das Novas Sete Maravilhas do mundo.
Está localizada na região de Wadi Araba, vale que vai desembarcar no Mar Morto e faz parte do Deserto de Zin. A cidade de Petra era denominada Sela em edomita, nome que significa "pedra", "penhasco" ou "rocha".
Em 1985, Petra foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade e em 2004, o governo Jordaniano resolveu angariar esforços para que uma auto-estrada fosse construída para que levassse estudiosos e turistas ao local. Ainda bem, né?

Angkor — Camboja

Angkor, Camboja

O Camboja é um país que faz parte da região chamada Península da Indochina, no Sudeste Asiático. Faz fronteira com a Tailândia e é uma região de lindas paisagens naturais e arquitetônicas também.
A região conta com mais de mil (isso mesmo!) templos religiosos. Mas, o mais imponente é Angkor Wat, considerado o maior monumento religioso do mundo. O sítio de Angkor recebe mais de dois milhões de visitantes anualmente. Angkor significa Capital, em cambojano.
As ruínas de Angkor estão localizadas em meio às florestas ao norte de Tonle Sap e ao sul dos montes Kulen, próximo à moderna Siem Reap.
Em 2007, foram realizadas pesquisas científicas na região e foi constatado que Angkor se tratava da maior cidade do período pré-industrial moderno. Podendo ter abrigado mais de 1 milhão de habitantes na época. Devido ao seu grande e eficiente projeto hídrico e agrícola.
O país é considerado como um dos mais ricos em biodiversidade no planeja e sua culinária é maravilhosamente diversa e inovadora. Os cambojanos aperfeiçoaram a arte de misturar especiarias usando muitos ingredientes como cravo-da-índia, canela, anis estrelado, noz-moscada, cardamomo, gengibre e açafrão. Eles acrescentam outros ingredientes nativos como galanga, alho, cebolinha, erva-cidreira, coentro e limão kaffir a estes temperos, para fazer uma mistura de especiarias bastante distinta e complexa, conhecido como kroeung.
Vale a pena conhecer, hein?

Tikal — Guatemala

Tikal, Guatemala

Aqui temos outra referência aos filmes de ficção, claro. Várias cenas de filmes da série Star Wars foram feitas usando a ex-cidade Maia como cenário.
Tikal já foi um dos maiores centros populacionais da cultura Maia e estava sempre em guerras com os seus estados Maias vizinhos. Tikal significa Lugar de Vozes no dialeto Maia. No entanto, as escrituras antigas que foram retiradas do local, dizem respeito ao significado da palavra Mutal, que quer dizer Primeira profecia.
O templo da foto, Templo-Pirâmide IV, tem cerca de 72 metros de altura e foi construído em 721. O ambiente é composto por várias outras pirâmides, que abrigam templos em seu topo.
Vale muito a pena conferir a energia que este lugar trás consigo. Sua história é surreal.
"Que a força esteja com você, querido Padawan!"


E agora, a cereja do bolo...


Machu Picchu — Peru

Machu Picchu, Peru

Machu Picchu significa A velha montanha na língua Quíchua, mas também conhecida por Cidade Perdida dos Incas.
Está localizada em uma região montanhosa, no vale do Rio Urubamba no Peru, a cerca de 2400 metros de altitude e é uma das cidades mais altas de que se tem notícia até então.

A cidade é considerada um exemplo de projeto arquitetônico avançado e misticismo. Foi construída por volta do século XV e conta com duas grandes áreas: a agrícola e a urbana.
A área agrícola é formada por estabelecimentos que serviam de depósito para comidas e mantimentos e por terrenos (terraços) que demonstram um belo projeto de escoamento e terraplanagem. É de deixar qualquer arquiteto boquiaberto.
A área urbana abriga os templos, residências, praças, mausoléus e a zona sagrada. É impressionante a organização da disposição que foi conceituada pelo povo que lá vivia.

Toda essa preocupação com a organização tinha um objetivo: a passagem do Deus Sol.

A meticulosa combinação entre construções e natureza é outro ponto surreal do lugar. A cidade conta apenas com 30% das construções originais, o que é facilmente observado pelo encaixe das pedras (que são maiores), demonstrando a perfeição e o cuidado que esse povo tinha com a sua religião e sociedade. O restante foi reconstruído ao longo do tempo, para resguardar o patrimônio histórico do lugar.

Como chegar até lá?
Listamos duas maneiras bacanas de chegar até o local.

A primeira é partindo de trem da cidade de Cusco (Peru). A viagem dura cerca de quatro horas até a cidade de Aguas Calientes, depois são mais trinta minutos de micro-ônibus até Machu Picchu. A estrada é precária (propositalmente, para que o acesso seja monitorado).

A segunda é para quem quer fortes emoções. É uma trilha chamada Caminho Inca e a chegada é feita pela Porta do Sol. Para começar a caminhada é necessário pegar o trem que parte de Cusco, mas você irá só até o quilometro 82 da ferrovia. Essa caminhada pode ser feita de três maneiras: andando por quatro dias e acampando perto das ruínas de Wina Wayna, ou fazer uma trilha mais curta que dura dois dias ou ainda fazer a trilha de 12 km diretos chegando à Machu Picchu no fim do dia.

Seja qual for a maneira que você escolher. Vai valer cada passada. Certeza.

Desejamos que você faça uma ótima viagem. Depois conta para gente, ok?

Até a semana que vem!


Já baixou o nosso Guia Digital: 6 atrações incríveis para você curtir na sua próxima viagem? Vai ficar fora dessa?
Faça o download do seu exemplar aqui: Quero meu guia agora!

Quer conhecer mais sobre o projeto Insidr? Acessa aí então a página do Insidr e veja o que estamos aprontando. ;)

Pedro

Empresário e viajante experiente, Pedro é escritor no blog da plataforma Insidr. O Insidr é uma plataforma que conecta viajantes com moradores das cidades e que gostam de compartilhar o que fazem.

Brasília, DF - Brazil http://www.insidr.city

Subscribe to Descubra os segredos das cidades

Get the latest posts delivered right to your inbox.

or subscribe via RSS with Feedly!